27 de novembro de 2011

Sem cor


Nunca imaginei a vida como uma imagem sem cor. Nunca percebi porque chamam ao sitio onde vivo "cidade cinzenta". Pessoalmente, preferi sempre observar as árvores, as flores nos canteiros, o rio e o mar, a olhar para as nuvens, para o chão ou para os prédios escuros de anos e anos sem cuidados especiais. Mas agora percebo porque ainda existe quem goste do arco-íris e lhe tire fotografias perfeitas a preto e branco. A vida é mesmo assim. Preta e branca. Nós é que a pintamos se tivermos tinta suficiente para isso. Acredito que um dia usei todas as tintas que tinha até não me sobrar nem uma gota. Depois, o difícil, é conseguir arranjar novas tintas para recomeçar de novo. Talvez por isso ainda existem momentos da minha vida que ainda me vêm à memória totalmente pintados de cinzento. Não faz mal, um dia vou pintá-los, um por um, até serem mais bonitos que um grande arco-íris cheio de cores.

"Há um mundo encantado, onde reina a esperança, onde toda a gente vive a sorrir. Nesse mundo encantado, o que estiver desbotado eu vou-te ensinar a colorir."

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