2 de outubro de 2012

Um milhão


Não sei. E tu? Tu também não… Ninguém sabe, porque é segredo. Mas aos poucos, a cada segundo que passa, vou sabendo. Mas não me peças para explicar, porque não sei. E tu, tu também não.
Nem com milhões de palavras te explicaria e tu… nem em centenas de dias perceberias.
Garanto-te, que se pudesse, te faria um milhão de perguntas. Garanto-te, que se pudesse, ficaria todo o tempo do Mundo a ouvir as tuas respostas… Sim, dava-te o meu Mundo, sem problema.
Sem medos, mas com milhões de sonhos e desejos em cima, continuo a deixar que, aos poucos, pedaços do meu Mundo fiquem em ti.
E não me perguntem como, nem porquê, porque eu não sei explicar. Já disse… Não saberia fazê-lo, nem num milhão de dias, nem com milhões de palavras!
Mas o que são milhões de dias, afinal? Sem milhões de histórias para contar, não são nada. E nós, nós meu querido, fizemos História… Uma história que começou com um milhão de cheiros que tinhas em ti e deixaste em mim. O fim dessa história? Não me perguntes, não sei… E tu? Tu também não… Ninguém sabe, porque será sempre segredo. Mas aos poucos, a cada segundo que passa, vou deixando de querer saber…

Fotografia: Fajã de Santo Cristo, São Jorge, Açores

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